5 erros que afetam seus filhos

5 erros que afetam seus filhos

  1. NÃO VALIDAR AS EMOÇÕES

Ambientes invalidantes costumam minimizar a emoção de crianças e adolescentes prejudicando o desenvolvimento socioemocional. Portanto, lembre-se que validar emoções não significa validar comportamentos. Quando vamos de encontro a um comportamento inadequado é necessário a correção, mas sem minimizar o que o jovem está sentindo.

 

Vamos supor uma situação em que um indivíduo de 7 anos teve seus pais chamados na escola por chutar um amiguinho. A criança fala: “Mãe, eu o chutei porque estava com raiva por ele estar me perturbando.”

A mãe logo diz: “Está tudo bem sentir raiva, mas esta não foi a maneira certa em descontar sua raiva. Vamos arranjar juntos outra forma de controla-la?”

 

Percebem que a mãe não precisou invalidar a raiva de seu filho? Mas ao mesmo tempo repreendeu o comportamento e decidiu arrumar estratégias a fim de controlar a raiva e prevenir de ocorrerem novos episódios semelhantes.

2. DAR CASTIGOS MUITO LONGOS

Os castigos são punições que têm como função a correção de um comportamento considerado inadequado. Porém entenda que castigos muito longos fazem com que a criança se torne cada vez mais impaciente e irritada. Logo, esta forma de correção não é adequada e efetiva. Veja o exemplo abaixo:

 

Uma criança de 6 anos bateu no irmão mais novo e os pais veem a situação. Primeiro o pai demonstra a insatisfação por esse comportamento, relembra toda a situação em ordem cronológica e logo depois aplica uma punição assertiva.

 

“João, a forma em que agiu com seu irmão não está certa. Veja bem: Fernando estava com seu carrinho e não quis emprestar e depois você foi e bateu nele.”

“Mas pai, eu queria brincar com ele também!”

“Mas entenda que estava na vez de Fernando brincar com o carrinho e você deveria esperar a sua vez. Por conta de seu comportamento terei que tirar o seu video-game pelo resto do dia.”

 

Viram que o pai preferiu optar por dar a punição servindo apenas para aquele dia? Caso ele estendesse pelo resto da semana, poderia aumentar a raiva em João e faze-lo acreditar que ele não possui o mesmo valor que o irmão.

Portanto procure sempre aderir a castigos mais curtos a sua rotina.

3. NÃO CONVERSAR

No decorrer de nossa vida crescemos com a imagem de que as crianças não entendem certas situações, mas é aí que você se engana. A criança entende sim! Quando você tenta driblar uma explicação para ela gera confusão e pode gerar ansiedade por não ter conhecimento sobre a situação.

Vamos citar um outro exemplo para entender melhor este tópico:

A mãe está chorando por uma exaustão no trabalho. A criança avista e logo questiona.

“Mamãe, por que você está chorando?”

“Filha, a mamãe só está cansada e triste por conta do trabalho, mas está tudo bem. Não precisa se preocupar com isto. Vai passar.”

 

A mãe aderiu a explicação de sua emoção e seu comportamento perante a este evento. A criança compreende a emoção e entende que é apenas um problema no trabalho da mãe.

Caso não tivesse explicado, poderiam gerar pensamentos ansiosos de conteúdos negativos. “O que será que fez a mamãe chorar?”, “Será que ela está zangada comigo?”, “Será que ela e papai brigaram?”, (…) 

4. NÃO MOTIVA-LO(A)

Ao falarmos sobre a motivação estamos nos referindo tanto a atividades quanto a interação social.

As crianças possuem personalidades diferentes. Algumas são extrovertidas e com maior facilidade de fazer amizades enquanto outras são mais tímidas e ficam receosas de iniciar novas atividades e amizades.

Por isso, o incentivo é importante para que elas pratiquem atividades prazerosas e socialize com outras crianças da mesma idade para a construção das habilidades sociais.

 

Veja alguns exemplos:

a) “Filho, por que você não chama aquela menina para brincar com você?”

“Ah, mãe… E se ela não gostar de mim?”

“Não pense dessa forma! Você é um menino incrível e qualquer criança gostaria de ser seu amigo. Pelo menos tente. A mamãe está aqui perto caso precise.”

 

b) “Filha, se gosta tanto de futebol por que não pratica?”

“Mamãe, eu sou ruim… Não vou conseguir jogar.”

“Mas ninguém nasce sabendo, você estará lá para aprender. Confie em você, pois eu confio na sua capacidade.”

5. NÃO ELOGIAR

Já parou para pensar o quanto nós focamos na correção de um comportamento, mas nem sempre costumamos destacar os positivos?

Saiba que praticar elogios é super positivo para a autoconfiança e a autoestima da criança. Eles fazem com que ele consiga ter coragem, segurança e determinação para enfrentar certas situações. Portanto se avistar qualquer esforço ou gentileza, elogie.

Isto contribui para reforçar comportamentos positivos e assertivos aumentando, consequentemente, a incidência deles.

BÔNUS: FAÇA ACORDOS!

Uma ótima forma de ter uma boa relação com seus filhos e que passamos como orientação a pais durante as sessões de devolutivas são os acordos.

Os acordos são funcionais para prevenir comportamentos inadequados e auxiliar na correção deles é a partir dos acordos. Veja esse exemplo:

 

“Benício, vamos no banco com a mamãe. Se você se comportar direitinho eu compro para você um sorvete.”

Porém no banco, ao pedir o celular da mãe e receber um “não” ele começa a chorar e fazer birra. Logo, a mãe o repreende e fala:

“Benício, nós não tínhamos um acordo sobre se comportar bem e ganhar o sorvete?”

“Sim…”

“Pois então, você se comportou exatamente como a mamãe pediu para você não se comportar. Por conta disso, você acha que merece o sorvete?”

“Não… mas eu quero.”

“Então comporte-se como havíamos acordado, senão você não o ganhará.”

Se o comportamento negativo perdurar, a criança não ganhara o sorvete.

 

Mantenha os acordos e cumpra-os. Isto contribui para que a criança compreenda que existem limites e que a mãe está disposta a dialogar com ele, mas que seu comportamento dependerá disso.

Caso este post tenha ajudado, não esqueça de compartilhar com outras pessoas que conhece e que precisem saber disso.